Os farmacêuticos desempenham um papel importante no aconselhamento das pílulas do dia seguinte

Os farmacêuticos estão na linha da frente dos prestadores de cuidados de  saúde à escala mundial. Para muitas  pessoas, são o primeiro ponto de contacto com o sistema de saúde. Na  maioria dos países europeus, as pílulas contracetivas de emergência estão disponíveis sem necessidade de prescrição médica, tornando os  farmacêuticos essenciais no  aconselhamento e dispensa da contraceção de emergência1

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ellaOne® é a única Pílula Contracetiva de Emergência com autorização de comercialização europeia que lhe permite estar disponível na farmácia, como um medicamento contracetivo de emergência sem necessidade de receita médica em 29 países da União Europeia.

Em Portugal de dispensa exclusiva em farmácia.

A disponibilidade sem receita das pilulas contracetivas de emergência é muito importante para aumentar o acesso e reduzir ao mínimo o atraso da toma. Esta disponibilidade é de especial importância tendo em conta que as pilulas contracetivas de emergência são mais eficazes quanto mais cedo forem tomadas após uma relação sexual não protegida.

Quando uma mulher necessitava de CE, era obrigada a deslocar-se a:

  • Um centro de saúde, clínica ou hospital para obter uma receita médica.
  • E depois a uma farmácia para comprar.

Esta situação representava uma barreira importante para muitas mulheres, nomeadamente para aquelas que não dispõem de transporte ou vivem em zonas rurais, sem fácil acesso a médicos, centros de saúde ou hospitais. Ao ter que realizar duas deslocações antes que de poder obter uma pilula contracetiva de emergência ocorre um atraso na toma. Para além disso, a necessidade de uma receita médica torna mais difícil o acesso às pilulas contracetivas de emergência durante os fins-de-semana e à noite (quando ocorrem numerosos imprevistos contracetivos).

As farmácias oferecem vantagens em termos de localização, comodidade e horas de atendimento1. A disponibilidade sem receita médica das pilulas contracetivas de emergência significa que as mulheres apenas tenham de efetuar uma deslocação. Isto permite que as mulheres possam obter uma CE dentro das 24 horas após a relação sexual não protegida, quando se sabe que o tratamento é mais eficaz2. As mulheres também podem desejar o anonimato da farmácia, por se sentirem constrangidas devido à necessidade de uma pílula do dia seguinte1.

Um relatório da Federação Internacional Farmacêutica (FIP) sobre o papel desempenhado pelos farmacêuticos na melhoria da saúde materna, do recém nascido e da criança  assinala as vantagens do aconselhamento e dispensa da pílula do dia seguinte por parte  destes profissionais1.

  • Quando as mulheres obtêm o aconselhamento e dispensa das pílulas do dia seguinte numa farmácia sem necessidade de recorrer a um médico ou clínica,  representa uma redução de custos para os contribuintes privados e públicos1.
  • Os farmacêuticos facilitam o diálogo sobre as alternativas contracetivas e esclarecem sobre os mitos e os resultados mediante um aconselhamento eficaz no que diz respeito às pílulas do dia seguinte. A dispensa de pílulas do dia seguinte pelas farmácias é  acompanhado por uma informação á mulher pelos farmacêuticos, que têm experiência e conhecimento sobre a contraceção de emergência1.
  • Os farmacêuticos disponibilizam informação às mulheres no momento da dispensa de pílulas do dia seguinte, o que permite às mulheres compreender o uso adequado deste medicamento. Os farmacêuticos garantem a coerência informativa sobre as pílulas do dia seguinte, em particular para mulheres menores de 16 anos1.

O livre acesso das pílulas do dia seguinte nas farmácias não teve consequência negativas

A disponibilidade da pílula do dia seguinte através das farmácias sem necessidade de receita aumenta o uso da medicação quando se compara com os locais onde está disponível apenas através da prescrição médica (hospitais ou clínicas)3. Um maior acesso à pílula do dia seguinte através das farmácias não tem um impacto negativo sobre o uso de outras formas de contraceção1.

Os estudos demonstram que as mulheres e adolescentes com maior acesso à pílula do dia seguinte é mais provável que adotem um método contracetivo permanente depois do uso da pílula do dia seguinte4. Tem sido demonstrado que a disponibilidade sem receita médica dá lugar a maiores níveis de utilização. No entanto, este facto:

  • Não aumenta as taxas de IST5,6.
  • Não aumenta o comportamento de risco sexual em adolescentes3,7.
  • Não aumenta a frequência da relação sexual não protegida5.
  • Não diminui o uso da contraceção, incluindo os métodos mais eficazes tais como os  métodos hormonais e os preservativos5,6.

A experiência com a pílula do dia seguinte das mulheres é realmente um fator de motivação que dá lugar a um uso mais consistente da contraceção regular4.

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As boas práticas de farmácia incluem:

  • Colocar as perguntas adequadas; evitar um interrogatório desnecessário, pessoal ou intrusivo.
  • Proporcionar aconselhamento de qualidade de uma forma sensível, sem expressar opiniões inoportunas.
  • Proporcionar um ambiente onde as mulheres se sintam cómodas e não julgadas.

A qualidade da interação farmacêutica é um fator determinante e essencial para o uso  correto, que dá lugar a menos gravidezes não planeadas e ao uso adequado do medicamento. Esta interação é muito importante para uma futura relação sexual não protegida (RSNP).

 

Referências

1. International Pharmaceutical Federation (FIP): FIP reference paper on the effective utilization of pharmacists in improving maternal, newborn and child health (MNCH) 2011.  Disponível em: http://www.fip.org/www/uploads/database_file.php?id=325&table_id=.  Last accessed January 2014.
2. Taylor B. Journal of Family Planning and Reproductive Health Care 2003; 29(2):7.
3. Walker, et al. J Adolesc Health 2004; 35(4):329-34.
4. Gainer E, et al. Contraception 2003; 68(2):117-24.
5. Polis, et al. The Cochrane Library 2013, Issue 7.
6. Moreau C, et al. 2009. Am J Public Health 2009; 99:441-2.
7. Raine TR, et al. JAMA 2005; 293:54-62.

8. Good Pharmacy Practice. Joint FIP/WHO Guidelines on GPP: Standards for quality services 2012. Disponível em: http://www.fip.org/statements. Acesso em Janeiro 2014.