Impacto das gravidezes não planeadas sobre a saúde pública

Em comparação com a gravidez planeada, as gravidezes não planeadas tem um potencial impacto sobre a saúde pública.

Potencial impacto na saúde, em comparação com a gravidez planeada

Mulheres

  • É mais provável que se comporte de uma forma que poderia aumentar os riscos para o seu bebé, p. ex., fumar e consumir álcool durante a gravidez1.
  • Cuidado pré-natal tardio1,2.
  • Aumento do risco de depressão pré-natal e pós-natal1.
  • Maior perturbação do estado de ânimo, p. ex., maior ansiedade nos 12 meses posteriores ao parto1.
  • Perturbação na vida de uma mulher, interrupção dos estudos, interrupção na carreira profissional, stresse e consequências para a sua vida1,2.

Filhos

  • Aumento do risco de baixo rendimento escolar ou desatenção1,2.
  • Quando a mãe tem menos de 17 anos, os seus filhos iniciam a sua vida escolar com défice de atenção, de conhecimento e de desenvolvimento da linguagem (mesmo tendo em conta as características subjacentes)1,2.
  • Há mais probabilidade que surja a necessidade de um tratamento psiquiátrico (incluindo a hospitalização) em qualquer momento da sua vida (tal como se verificou num estudo no qual se realizou o acompanhamento destes filhos até aos 35 anos de idade)3.

Relacionamentos

  • Os casais tiveram menor número de relações conjugais satisfatórias nos meses seguintes ao nascimento, em comparação com os casais que haviam tido uma gravidez planeada1.
 Ao nível macro, a saúde pública, os sistemas de saúde e o impacto económico da gravidez não planeada são igualmente consideráveis4.

Um estudo realizado nos Estados Unidos demonstra o efeito positivo, sobre os custos com a saúde e bem-estar, da redução da gravidez não planeada:

“Fornecendo métodos contracetivos eficazes a pessoas com baixo nível de rendimentos que tinham acesso limitado a estes serviços, o programa de planeamento familiar da Califórnia conseguiu evitar cerca de 205.000 gravidezes não planeadas, o que significaria cerca de 94.000 nascimentos e a realização de 79.000 abortos. O programa representou uma poupança para os governos federais, estatais e locais de mais de 1.100 milhões de dólares nos dois anos seguintes à gravidez, e de 2.200 milhões de dólares até cinco anos depois.”5          

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Referências

1. Committee on Unintended Pregnancy, Institute of Medicine and the National Academy of Science. Brown S and L Einsenberg, editors. The Best Intentions: Unintended Pregnancy and the Well-Being of Children and Families. ISBN 13 978-0309052306.

2. Grussu P, et al. Birth 2005; 32(2):107-14.3. David HP. Health Matters 2006; 14(27):181-90.

3. David HP. Health Matters 2006; 14(27):181-90.
4. UNFPA State of world population 2012. Disponível em: http://www.unfpa.org/webdav/site/global/shared/swp/2012/EN_SWOP2012_Report.pdf. Accessed January 2014.
5. Amaral G, et al. Health Serv Res 2007; 42(5):1.960-80.