Gravidezes não planeadas, um tema de preocupação para a saúde pública

As gravidezes não planeadas decorrem da relação sexual não protegida onde não se planeia ter um filho, ou não ter mais filhos.

Estimou-se que 44% das gravidezes na Europa não são planeadas1

Este valor pode ser considerado surpreendente. No entanto, durante a maior parte da sua vida reprodutiva é provável que uma mulher tente evitar a gravidez. Portanto, o período durante o qual uma gravidez se consideraria não planeada é muito mais longo que o período durante o qual desejaria tentar ativamente engravidar.

Dois terços das gravidezes não planeadas finalizam num aborto provocado, um quarto finaliza num nascimento e aproximadamente 11% em abortos espontâneos1. Em Portugal, estima-se que mais de 25% das gravidezes não são planeadas2.

A gravidez não planeada é fruto da relação sexual não protegida (RSNP). As RSNP são frequentes e não acontecem numa sub-população determinada, mas sim a qualquer mulher independentemente da idade, rendimentos, nível de educação
e estado civil3.

Referências

1. Singh S, et al. Stud Farm Plann 2010; 41:241-50.
2. Branco MJ, Paixão E, Vicente LF. Uma “observação” sobre a utilização de cuidados  preventivos pela mulher. Lisboa: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Departamento de Epidemiologia, 2011. Relatório científico. Disponível em  http://hdl.handle.net/10400.18/348.
3. BVA Healthcare. Relatório da HRA Pharma. As mulheres e a contraceção de emergência em 2012. Um inquérito europeu.